ECONOMIA – Governo Anuncia 40 Leilões de Infraestrutura em 2023, Incluindo Aeroportos e Portos Estratégicos para Impulsionar Investimentos no Setor.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, revelou, em uma coletiva de imprensa, os planos do governo para realizar 40 novos leilões voltados para a infraestrutura ao longo de 2023. Essa iniciativa abrange um total de 21 aeroportos, 18 portos e uma hidrovia, sinalizando uma busca por investimentos que possam revitalizar e expandir a malha de transporte no Brasil.

Em um cronograma bastante otimista, o primeiro leilão está previsto para fevereiro, abrangendo um bloco de quatro empreendimentos portuários localizados em áreas estratégicas como Macapá, Natal, Porto Alegre e Recife. Estima-se que esse bloco atraia investimentos na ordem de R$ 230 milhões, o que representa uma injeção significativa de recursos em locais que podem se beneficiar de uma infraestrutura aprimorada.

O mês seguinte também promete ser movimentado, com a expectativa de que em março ocorra o leilão do projeto Tecon Santos 10. Este empreendimento ambiciona um investimento superior a R$ 6,4 bilhões e visa expandir em 50% a capacidade de movimentação de cargas do congênere Porto de Santos, uma das portas de entrada mais importantes do Brasil. O ministro disse que pretende lançar o edital entre o final de fevereiro e o início de março para garantir que o leilão ocorra já em abril. Ele enfatizou a magnitude do evento, chamando-o de “o maior leilão da história do Brasil”, destacando que o novo terminal de cargas ocupará uma área de 621 mil metros quadrados.

Outro projeto ambicioso mencionado foi a Hidrovia do Paraguai, que se insere na estratégia de escoamento de produtos na América do Sul. De acordo com Costa Filho, a concessão dessa hidrovia deve ocorrer no segundo semestre de 2026, sendo a primeira do Brasil nesse segmento. Espera-se que o investimento ultrapasse R$ 60 milhões, permitindo assim um avanço significativo nas concessões hidroviárias no país.

Além desses projetos, o ministro também sublinhou o leilão do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, programado para o final de março, junto com outros 20 aeroportos regionais. Ele argumentou que a redução do investimento por parte do governo em aeroportos regionais será uma estratégia para transferir a gestão dos mesmos para a iniciativa privada, liberando prefeitos e governadores dessa responsabilidade. A ideia é potencializar a eficiência administrativa e operacional dessas concessões, uma vez que as administrações privadas teriam mais expertise nesse setor.

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