O governo do Distrito Federal informou que essa operação está sujeita à análise técnica e regulamentar do Banco Central, que desempenha um papel crucial na validação desse tipo de negociação. Em comunicado, ressaltou que a transação não utilizará recursos públicos e não comprometerá a saúde financeira da instituição, enfatizando que o foco é a proteção dos interesses do Distrito Federal.
Celina Leão comentou que o interesse de investidores qualificados é um indicativo da recuperação da credibilidade do Banco de Brasília, o que agrega valor à proposta apresentada. É importante notar que essa proposta é um desdobramento de um contexto mais amplo, já que a Polícia Federal investiga possíveis fraudes relacionadas à compra de créditos que somam R$ 12,2 bilhões do Banco Master. Nesse cenário, vale lembrar que Celina Leão era vice-governadora durante a época em que as polêmicas aquisições ocorreram.
No que diz respeito à estrutura da proposta, o GDF divulgou que os investidores planejam realizar um pagamento de R$ 4 bilhões à vista, complementado por R$ 11 bilhões que seriam pagos através de instrumentos financeiros relacionados aos ativos adquiridos. Contudo, muitos detalhes sobre essa estrutura ainda permanecem obscuros, como a identidade dos investidores, os ativos específicos em questão e a necessidade de uma aprovação pela Câmara Legislativa do DF.
O BRB, por sua vez, não só enfrenta um desafio de deterioração patrimonial, com necessidade de provisionamento estimado de cerca de R$ 8,8 bilhões, mas também se vê na obrigação de responder às constatações de uma auditoria independente, que sinalizou um montante superior, de R$ 13 bilhões, para as necessidades de reservas. Isso se dá após a recente aquisição de ativos considerados saudáveis avaliados em R$ 21,9 bilhões.
Os próximos passos envolvem o encaminhamento da proposta ao Banco Central, onde será analisada a viabilidade da transação. Em ações recentes, a governadora e o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, têm se reunido com investidores e autoridades financeiras em São Paulo para discutir o futuro do banco federal. Na quinta-feira (9), Celina Leão teve um encontro técnico com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, com o intuito de apresentar um plano de recuperação, embora os detalhes tenham sido mantidos em sigilo.
