Durante o lançamento da proposta, destacaram-se figuras como a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), simbolizando a união em torno de uma causa de relevância social. O presidente da Frente, deputado Pedro Campos (PSB-PE), expressou esperança de que a proposta avance rapidamente no Congresso Nacional, enfatizando a sobrecarga que a publicidade de apostas cria na vida da população. Segundo Campos, a exposição excessiva das “bets” não apenas promove o vício, mas também traz sérios impactos, como o endividamento familiar e problemas relacionados à saúde mental.
O projeto prevê a proibição total da publicidade das apostas em várias plataformas, incluindo televisão, rádio, internet, redes sociais e outdoors, assim como a proibição de patrocínios a eventos esportivos e culturais associados às plataformas de apostas. Além disso, propõe o fortalecimento do tratamento para ludopatia no Sistema Único de Saúde (SUS) e restrições a modalidades de apostas que apresentam alto risco de dependência.
Dados apresentados por representantes do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) ressaltam a gravidade da situação, com a expectativa de que os danos causados pelas apostas online possam gerar custos superiores a R$ 38 bilhões anuais no Brasil, considerando o tratamento de questões de saúde mental, endividamento e outros problemas associados. Nos últimos anos, cerca de 12 milhões de brasileiros já demonstraram comportamentos de risco relacionados ao jogo, sendo mais de um milhão diagnosticados com transtornos e compulsões.
A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) também comentou sobre o poder do lobby financeiro em torno das apostas, enfatizando que é um fenômeno que afeta diretamente a saúde da população. Ademais, a senadora Damares Alves expressou otimismo em relação à aprovação do projeto, destacando que uma significativa parcela dos evangélicos está se vendo envolvida nas apostas online, muitos dos quais enfrentam endividamento.
Complementando a discussão, o Ministério da Saúde revelou que mais de 574 mil pessoas já utilizaram uma plataforma de autoexclusão, criada para bloquear o acesso às casas de apostas. Este recurso possibilita que indivíduos suspendam voluntariamente suas atividades de apostas, um passo importante para aqueles que reconhecem a perda de controle como um problema de saúde mental. Tal medida reforça a urgência de um combate eficaz às apostas, considerando os impactos sociais e psicológicos que elas perpetuam.





