ECONOMIA – Fórum Econômico Mundial expõe divisão entre medidas de Trump e resistência da UE em manter multilateralismo; delegação brasileira esvaziada.

A edição deste ano do Fórum Econômico Mundial está em destaque devido à divisão entre as medidas protecionistas adotadas pelo governo de Donald Trump e a resistência, principalmente da União Europeia, em relação à manutenção do multilateralismo. Com uma delegação brasileira esvaziada, o evento em Davos, nos Alpes Suíços, reúne líderes políticos, empresariais e acadêmicos de todo o mundo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará um discurso por videoconferência nesta quinta-feira (23), sendo esse um dos momentos mais aguardados do fórum. A última participação de Trump no Fórum Econômico Mundial foi em 2020, pouco antes do início da pandemia de covid-19.

Com a presença de aproximadamente 60 chefes de Estado, 130 representantes de governos e 1,6 mil executivos de 900 empresas, o Fórum Econômico Mundial conta com a organização de cerca de 300 painéis de discussão. Os debates estão centrados em cinco eixos principais: enfrentamento às mudanças climáticas, regulação da inteligência artificial, fontes alternativas de crescimento econômico, desenvolvimento do capital humano e reconstrução da confiança global.

As divergências entre as políticas adotadas pelo novo governo norte-americano e os temas debatidos no fórum são evidentes. As ações de Trump nos primeiros dias de mandato, como a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris e a política de deportação de imigrantes, estão em desacordo com as discussões sobre mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável.

A diversidade de opiniões também se reflete entre os empresários presentes. Enquanto representantes de grandes empresas norte-americanas elogiam as primeiras medidas de Trump, destacando o corte de impostos, figuras como Ana Botín, presidenta do Banco Santander, manifestam preocupação com possíveis elevações de tarifas comerciais.

No que diz respeito ao Brasil, a delegação compareceu de forma esvaziada, sem a presença de ministros previamente anunciados. Figuras políticas como o governador do Pará, Helder Barbalho, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, lideraram a representação brasileira. Helder Barbalho aproveitou a ocasião para promover a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), a ser realizada em Belém em novembro.

O Fórum Econômico Mundial continua sendo um importante espaço de diálogo e reflexão sobre os desafios e oportunidades enfrentados pela economia mundial, reunindo diferentes visões e promovendo debates fundamentais para o futuro do planeta.

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