Com a participação de representantes de pelo menos 30 países, o fórum terá como foco a discussão sobre novos indicadores que se referem ao Sul Global na atual “era digital”. As inscrições estão em aberto e são gratuitas, até o dia 8 de junho, permitindo que um público amplo, incluindo estudantes e profissionais, se envolva nas discussões.
Durante o evento, Márcio Pochmann, presidente do IBGE, enfatizou a relevância do encontro ao celebrar os 89 anos de história do instituto, destacando sua importância como um centro de excelência na coleta e análise de dados. Pochmann ressaltou os desafios enfrentados pelos países em desenvolvimento, especialmente no que diz respeito à soberania dos dados. Ele apontou que a integração dos diferentes bancos de dados do país é essencial e que o IBGE tem se posicionado como um coordenador do Sistema Nacional de Geoestatística, o que pode facilitar a combinação de dados provenientes de diversas áreas, como saúde e programas sociais.
As discussões no fórum também focarão nas especificidades dos países do Sul Global, abordando questões como desigualdade e a inserção do Brasil como protagonista em fóruns internacionais, como os BRICS e o Mercosul. Pochmann mencionou que uma das preocupações centrais será a luta pela soberania dos dados em um cenário onde empresas estrangeiras muitas vezes possuem informações mais detalhadas sobre a realidade brasileira do que as instituições nacionais.
Neste contexto, o evento não apenas visa promover o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os participantes, mas também pretende delinear um caminho para a construção de bancos de dados integrados que possam beneficiar tanto o setor público quanto o privado. Os debates irão contribuir para o fortalecimento de propostas a serem levadas a reuniões internacionais, como as do BRICS e da Conferência das Partes (COP), que discute questões climáticas.
Além disso, a interação entre jovens e especialistas será um ponto forte do evento, buscando integrar diferentes vozes na construção de soluções para os desafios contemporâneos. O fórum, segundo Pochmann, não só marcará uma nova fase de diálogo e colaboração entre nações, mas também provocará reflexões sobre o papel dos dados na construção de políticas públicas e na promoção da inclusão social.






