Publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União, a Medida Provisória estabelecida pelo governo é vista pela Firjan como uma iniciativa positiva, mas que tem sua eficácia garantida pela gestão e implementação ágil. “A Firjan reitera a importância da continuidade do diálogo entre os governos, com o apoio do setor produtivo, na busca por soluções que preservem o ambiente de negócios e incentivem investimentos%”, apontou a entidade em nota. A Firjan estima que cerca de 2% das exportações do estado do Rio de Janeiro estão sujeitas a essas tarifas, atingindo particularmente setores como Alimentos e Bebidas, Plástico, Químico, Têxtil e Pescado.
Por outro lado, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) também se manifestou sobre a situação. A entidade reconheceu que as medidas do Plano Brasil Soberano representam um esforço para mitigar os prejuízos causados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, mas alerta que o impacto real sobre a competitividade da indústria brasileira dependerá da rapidez na implementação e da remoção de barreiras burocráticas. O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, ressaltou que as ações anunciadas não resolvem o problema estrutural. “É urgente que o Brasil mantenha negociações firmes e produtivas com o governo norte-americano para reverter essas tarifas e assegurar uma relação comercial estratégica”, afirmou Roscoe.
Ele acrescentou que, sem uma implementação eficiente e regras claras, há riscos de que os recursos e incentivos se tornem meras promessas, sem alcançar o setor produtivo como desejado. A urgência de ações eficazes e diálogo diplomático torna-se ainda mais evidente neste cenário econômico desafiador.