O FGC estima que serão necessários cerca de R$ 40,6 bilhões líquidos para cobrir as garantias associadas ao Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro. Esse valor corresponde a cerca de um terço dos recursos disponíveis no fundo. De acordo com as informações da entidade, existem atualmente cerca de 20 mil pedidos em processamento que aguardam alguma ação por parte dos credores. Embora a maioria dos pedidos seja atendida rapidamente, o FGC ressalta que procedimentos de segurança e prevenção a fraudes podem exigir etapas adicionais de verificação, o que pode impactar os prazos para a liberação dos recursos.
Além das medidas em relação ao Banco Master, o FGC também terá que atender as garantias do Will Bank, que teve sua liquidação decretada recentemente. A expectativa é que o desembolso relacionado a essa instituição seja de aproximadamente R$ 6,3 bilhões. Contudo, o início dos pagamentos depende do envio da base de dados dos credores por parte do liquidante designado pelo Banco Central, e até o momento não há um prazo definido para essa liberação.
O FGC ressalta ainda que, como o Will Bank integra o mesmo conglomerado financeiro do Banco Master desde agosto, o limite de cobertura de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ não será duplicado. Assim, aqueles que já receberam o valor máximo na liquidação de outras instituições do grupo não terão direito a novos pagamentos. O Banco Master, que foi alvo de liquidação extrajudicial em novembro, é um caso emblemático, especialmente após a prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro, durante uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes bilionárias. Vorcaro foi solto e responde em liberdade.
Em um contexto de incertezas econômicas, esses movimentos do FGC visam proteger os investidores e garantir a integridade do sistema financeiro, mostrando a importância de instituições reguladoras em momentos de crise.
