O valor total a ser disponibilizado chega a aproximadamente R$ 200 milhões, focando principalmente em correntistas de baixa renda, que compõem a maior parte do público atendido pelo Will Bank. Além da antecipação, um montante adicional de R$ 25 milhões, referente a saldos em contas de pagamento, também será liberado na plataforma do banco.
A liquidação do Will Bank faz parte de um processo mais amplo que afetou o conglomerado que incluía outras instituições, como o Banco Master. Até o momento, o FGC já liberou R$ 37 bilhões em garantias, atingindo 91% do total projetado, porém ainda há cerca de 9% dos investidores que não iniciaram o processo de ressarcimento.
Importante frisar que o Will Bank operava como uma financeira e, portanto, não funcionava como um banco convencional. Os clientes mantinham seus saldos em contas de pagamento, os quais eram depositados em uma conta específica no Banco Central, o que garante maior segurança para os recursos. Esses saldos não podem ser utilizados pelo banco para concessão de crédito ou operações típicas de bancos comerciais. Parte do investimento dos clientes era direcionada para Certificados de Depósito Bancário (CDB), que possuem a cobertura do FGC até R$ 250 mil por CPF.
Para ter direito ao valor antecipado, os clientes devem ser correntistas diretos do Will Bank e ter valores elegíveis à garantia do FGC, com um limite de R$ 1 mil. Os clientes que têm montantes superiores a esse valor precisarão aguardar o término da consolidação da lista de credores e solicitar o ressarcimento através do aplicativo do FGC.
O processo de solicitação do ressarcimento é simples. Os usuários devem acessar o aplicativo do Will Bank, onde encontrarão uma opção específica para a antecipação. Após validar suas informações, verificarão o valor elegível e formalizarão o pedido de forma digital, podendo posteriormente transferir o montante para uma conta de sua titularidade.
O FGC e o Will Bank também alertam os clientes sobre a necessidade de precaução em relação a possíveis fraudes, enfatizando que nenhum dos dois fará contato solicitando senhas ou dados pessoais por telefonemas ou redes sociais. Para evitar golpes, é recomendado que as comunicações e solicitações sejam feitas apenas por meio dos canais oficiais.
Nesse contexto, o Fundo Garantidor de Créditos reafirma seu papel fundamental na proteção dos depositantes e investidores, sendo uma entidade privada criada para garantir segurança financeira em situações de crise no setor bancário.
