Embora o crescimento das exportações em junho tenha sido animador, é importante observar que o volume físico dos produtos embarcados para o mercado norte-americano teve uma queda de 6,6%. Esse fenômeno, segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, foi impulsionado principalmente pelo aumento médio de 11% nos preços dos produtos exportados. O saldo comercial entre Brasil e Estados Unidos em junho apontou um leve superávit, com o Brasil exportando US$ 3,472 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 3,471 bilhões.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, as vendas brasileiras para os Estados Unidos ainda apresentam uma queda de 13%, somando US$ 17,428 bilhões em exportações. Em contrapartida, a China consolidou sua posição como o principal parceiro comercial do Brasil, registrando um expressivo aumento de 24,4% nas compras de produtos brasileiros, totalizando US$ 12,291 bilhões em junho.
Além disso, o comércio com a União Europeia também se expandiu neste período, reflexo dos primeiros impactos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco europeu, que entrou em vigor provisoriamente em maio. Em junho, o Brasil exportou US$ 4,888 bilhões para a UE, marcando um crescimento de 32,4%. No entanto, a análise sobre os impactos desse acordo ainda é considerada prematura.
Por outro lado, as relações comerciais com a Argentina mostraram sinais de desaceleração, com uma queda de 18,1% nas exportações em junho, totalizando US$ 1,325 bilhão. Isso reflete a diminuição da demanda do mercado argentino por produtos brasileiros, o que também contribuiu para um saldo comercial mais modesto entre os dois países.
Esses números evidenciam a complexidade e a dinâmica das relações comerciais do Brasil, onde altos e baixos coexistem, impactando diretamente o cenário econômico nacional.





