No que diz respeito às importações, os produtos americanos também ficaram em declínio, com uma redução de 18,1%, passando de US$ 3,780 bilhões para US$ 3,097 bilhões. Apesar da queda nas exportações para os EUA, a balança comercial resultou em um superávit de US$ 20 milhões para o Brasil em abril.
A continuidade da diminuição nas vendas para os Estados Unidos, que é a nona queda consecutiva, está diretamente relacionada à sobretaxa de 50% imposta pelo ex-presidente Donald Trump em 2025. Embora alguns produtos brasileiros tenham sido retirados da lista de tarifas no fim do ano passado, cerca de 22% das exportações ainda permanecem sujeitas a taxas adicionais, incluindo alíquotas que podem superar os 50%.
Por outro lado, o desempenho nas exportações para a China tem sido bastante positivo. As importações desse país também aumentaram, com um crescimento de 20,7%, passando de US$ 5,018 bilhões para US$ 6,054 bilhões. O resultado garantiu ao Brasil um superávit comercial de US$ 5,56 bilhões com o gigante asiático apenas em abril.
Ainda, no período de janeiro a abril, as exportações brasileiras para a China cresceram 25,4%, totalizando US$ 35,61 bilhões, enquanto as importações registraram uma leve queda de 0,4%. Isso resultou em um superávit de US$ 11,65 bilhões com o país no mesmo período.
Em relação ao setor petrolífero, o diretor da Secretaria de Comércio Exterior observou uma queda nas exportações de petróleo bruto, a qual atribuiu mais à volatilidade do mercado internacional do que ao imposto de exportação recentemente implementado. Apesar da diminuição no volume exportado, que caiu 10,6%, os preços médios de petróleo tiveram um aumento de 23,7%, impulsionados pela instabilidade causada pela guerra no Oriente Médio.
O mercado permanece atento a esses desdobramentos, com especialistas acreditando que as exportações podem se recuperar já em maio, considerando a competitividade do Brasil no setor devido ao seu baixo custo de produção e grande demanda externa.