ECONOMIA – Explosão no Jaguaré: 27 imóveis interditados e 232 pessoas recebem auxílio emergencial após incidente em São Paulo. Avaliações continuam e responsabilidades estão em análise.

Na noite da última quarta-feira, foram realizadas 112 vistorias em imóveis no bairro do Jaguaré, em São Paulo, a fim de avaliar os danos provocados pela explosão que ocorreu na segunda-feira anterior. Desses, 86 imóveis foram considerados seguros e liberados para ocupação, enquanto 27 residências sofreram danos severos e seguem interditadas. A avaliação técnica ficou a cargo da Defesa Civil do Estado, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), além de equipes da Sabesp e Comgás, que se empenharam em garantir a segurança no local.

Uma nova comissão foi formada para reavaliar a condição estrutural dos imóveis interditados, com a expectativa de que as análises contribuam para a liberação gradual das residências. Como parte das medidas emergenciais, 232 pessoas receberam auxílio financeiro de R$ 5 mil, destinado a cobrir despesas imediatas. Além disso, as famílias afetadas estão sendo hospedadas em hotéis enquanto se busca resolver a situação.

Ambas as concessionárias, Sabesp e Comgás, se comprometeram a ressarcir todos os danos materiais e já iniciaram as obras de reparo nas casas que foram vistoriadas e liberadas. A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) oficializou a convocação das empresas para apresentar esclarecimentos sobre a explosão até o dia 15.

Em resposta ao ocorrido, o estado anunciou a criação da Gerência de Apoio do Jaguaré, que será responsável por gerenciar as ações emergenciais e atender as necessidades das vítimas. Durante uma visita à região, o governador Tarcísio de Freitas destacou a importância da assistência e segurança das operações na área.

A recente privatização da Sabesp, concluída em julho de 2024, gerou críticas. O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) expressou preocupação em relação ao que considera um desmonte técnico no setor de saneamento. A entidade ressalta que o episódio trágico evidencia a desestruturação na prestação de serviços essenciais, reforçando a necessidade urgente de uma revisão das políticas de gestão, que, segundo eles, têm colocado em risco a segurança operacional.

Os efeitos dessa privatização também foram discutidos por representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), que já haviam alertado sobre o impacto da diminuição de equipes de manutenção e a consequente elevação do risco de acidentes. A situação gerou um debate acirrado sobre a gestão do saneamento básico no estado, ressaltando a necessidade de um controle público mais efetivo.

Neste contexto, o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou um julgamento sobre a legalidade da privatização da Sabesp, com o objetivo de avaliar os procedimentos adotados durante o processo de desestatização. A questão continua a suscitar significativas controvérsias e preocupações em relação à segurança e à qualidade dos serviços prestados à população.

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