As previsões para os anos seguintes permanecem consistentes, com o mercado mantendo a expectativa de que a inflação se mantenha em 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028. Tal estabilidade pode indicar uma confiança consolidada nas políticas econômicas do governo.
A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2025 é de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual, o que cria uma margem entre 1,5% e 4,5%. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a inflação de dezembro subiu 0,33%, comparada a 0,18% do mês anterior, resultando em um IPCA de 4,26% para 2025, que se encontra dentro da meta estipulada.
Os dados do Boletim Focus também revelam que a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2026 permanece em 1,80%, valor este que se repete para 2027. Para 2028, as projeções indicam um crescimento um pouco mais robusto, atingindo 2%. Em termos de câmbio, a expectativa é de que o dólar se stabilize em R$ 5,50 até 2027, com uma ligeira elevação para R$ 5,52 em 2028.
Outro ponto que merece destaque é a taxa Selic, que atualmente se encontra em 15%. As previsões indicam uma possível redução para 12,25% até o final de 2026 e, posteriormente, para 10,50% em 2027, com uma meta ainda mais baixa de 9,88% para 2028. Essa trajetória sugere um ambiente econômico em que os juros, que historicamente foram utilizados para controlar a inflação, podem ter um papel mais flexível, possibilitando um incentivo ao crédito e à atividade econômica.
Por fim, observa-se que as variações na taxa Selic são uma ferramenta crucial do Comitê de Política Monetária (Copom) para ajustar a demanda e influenciar os preços. Quando a Selic aumenta, o crédito se encarece, reduzindo o consumo, enquanto sua queda tende a estimular a economia por meio de juros mais acessíveis. Entretanto, a saúde econômica também depende de outros fatores como a inadimplência e os custos operacionais dos bancos, que influenciam as taxas finais cobradas dos consumidores.







