Além da inflação, as projeções para o crescimento econômico também enfrentaram ajustes. Agora, o Produto Interno Bruto (PIB), que representa toda a produção de bens e serviços no Brasil, é estimado para crescer 1,98%, após um período contínuo de projeções fixadas em 1,99%.
As previsões cambiais têm permanecido estáveis, com a cotação do dólar sendo esperada em R$ 5,20, um patamar que se mantém inalterado há oito semanas. Em relação à taxa básica de juros, a Selic continua com a expectativa de fechamento em 13,75% em 2026, mantendo-se consistente com as avaliações anteriores.
Quando analisadas as projeções para os anos subsequentes, 2027 e 2028, vê-se que a maioria dos índices se manteve inalterada. O PIB para 2027 experienciou uma ligeira variação, passando de 1,57% para 1,52%. Para 2028, as expectativas apontam para uma inflação de 3,80%, um PIB de 2% e uma taxa Selic de 10,50%.
O Banco Central adota a Selic como ferramenta principal para controlar a inflação. Quando a taxa é elevada, o crédito se torna mais caro, o que leva a uma redução no consumo. Por outro lado, cortes na Selic têm o potencial de estimular a economia, reduzindo o risco de descontrole dos preços.
Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em 5 de agosto, a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, estabelecendo-se em 14% ao ano. Esta marca representa a quarta redução consecutiva e alinha-se à estratégia de controle da inflação enquanto minimiza oscilações na economia e favorece a empregabilidade. O BC reconheceu, no entanto, que o cenário externo é instável, com incertezas ligadas a conflitos internacionais e políticas monetárias de economias avançadas. Apesar da desaceleração da atividade econômica observada, o mercado de trabalho permanece aquecido, enquanto a inflação, embora em desaceleração, ainda se encontra acima do limite desejado.
