O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,488, com uma queda de R$ 0,022 (-0,39%). O valor da moeda norte-americana alcançou seu menor patamar desde 23 de agosto, refletindo a tendência de baixa nas últimas cinco sessões, com uma queda acumulada de 2,95%. No acumulado do ano, no entanto, o dólar ainda apresenta alta de 13,1%.
Já no mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou o dia em 135.960 pontos, com uma queda de 0,12%. O dia foi marcado por uma oscilação de expectativas, influenciadas pelas próximas decisões do Federal Reserve nos Estados Unidos e do Comitê de Política Monetária no Brasil.
Amanhã, quarta-feira, o Fed deverá divulgar sua decisão sobre os juros nos Estados Unidos, com expectativas de um possível corte pela primeira vez desde 2020. No Brasil, a expectativa é de um movimento contrário, com o Copom do Banco Central podendo promover um aumento na taxa básica de juros, a primeira em dois anos.
A possível alta nos juros no Brasil pode diminuir a pressão sobre o dólar, mas tende a afetar negativamente o mercado de ações, já que os investidores podem optar por migrar para investimentos de renda fixa, considerados menos arriscados. A expectativa é que a Taxa Selic suba 0,25 ponto percentual na próxima decisão do Copom, conforme apontado pelo boletim Focus do Banco Central.
Em meio a esse cenário de espera e especulação, o mercado financeiro permanece atento às movimentações nos mercados internacionais e às decisões dos bancos centrais, monitorando de perto os desdobramentos que podem afetar a economia e os investimentos no país.
