ECONOMIA – Estudo aponta subestimação do valor das ações da Sabesp em privatização, revela pesquisa encomendada por especialistas e sindicato.

Um estudo encomendado por especialistas e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) revelou que as ações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) estão subestimadas no atual processo de privatização. De acordo com a pesquisa, divulgada parcialmente nesta quinta-feira (27), o valor da ação da Sabesp, atualmente cotada em torno de R$ 74, deveria estar na faixa de R$ 100.

A justificativa para essa valorização do papel está relacionada com a projeção de custos para a universalização do saneamento básico no estado, que segundo o estudo, serão 30% a 40% menores do que o previsto pelo governo. O economista e ex-presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), Hugo Sérgio de Oliveira, destacou que cerca de 30% a 40% das ligações previstas de água e esgoto estão superdimensionadas, o que poderia levar a um impacto positivo no valor das ações da empresa.

Com custos menores para a universalização do saneamento, o fluxo de caixa futuro da Sabesp seria significativamente maior, resultando em uma valorização das ações. Oliveira ressaltou que houve uma redução de cerca de 15 milhões de reais nos custos, o que implicaria em investimentos mais baixos do que os estimados anteriormente.

Diante dessas informações, o Sintaema pretende enviar o estudo ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para questionar a privatização da companhia. Até o momento, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do estado de São Paulo, responsável pelo processo de privatização da Sabesp, ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Portanto, a valorização das ações da Sabesp pode ser um aspecto relevante a ser considerado no processo de privatização da companhia, levantando questões sobre a transparência e eficiência do plano elaborado pelo governo estadual.

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