De acordo com a ex-presidente do Brasil, esse cenário dificulta a redução da pobreza, o combate à desigualdade, os investimentos em infraestrutura e a ampliação do acesso a direitos básicos, como educação, saúde e moradia. Ela citou dados do Banco Mundial que apontam que as dez maiores economias desenvolvidas do mundo possuem uma dívida pública combinada de cerca de US$ 87 trilhões, o que consome uma parte significativa da liquidez disponível nos mercados internacionais.
Dilma destacou a importância de canalizar a liquidez internacional para os países em desenvolvimento, a fim de assegurar os investimentos necessários para um desenvolvimento sustentável. Ela ressaltou que a dívida excessiva torna-se um fardo para os países em desenvolvimento, dificultando o investimento em ações de desenvolvimento e a manutenção da estabilidade fiscal.
Para aumentar os recursos disponíveis para as economias não ricas, Dilma propôs a canalização da liquidez internacional para os países em desenvolvimento e o desenvolvimento de alternativas, como financiamentos em moedas locais desatrelados ao dólar. Ela prometeu ampliar para até 30% do total o volume de crédito em moedas locais para os países tomadores, visando fortalecer a resiliência econômica contra choques associados a políticas monetárias.
O NBD, fundado em 2014 e em funcionamento desde 2016, financia obras de infraestrutura e projetos de sustentabilidade em países emergentes. Atualmente, a instituição conta com a adesão de novos países, como Emirados Árabes Unidos, Egito e Bangladesh, e trabalha para a adesão de mais nações. Dessa forma, o NBD busca competir com outros bancos multilaterais no apoio ao desenvolvimento econômico e social das nações em desenvolvimento.
