Uma análise mais detalhada dos dados indica que dezembro, um mês tradicionalmente caracterizado por demissões, foi especialmente difícil, com a eliminação de 618.164 empregos. Este total é alarmante, já que representa um aumento de 11,29% em relação ao mesmo mês do ano anterior, que já havia registrado 555.430 cortes. Além disso, as estatísticas mostram que esse foi o pior desempenho em empregos formais para o mês de dezembro desde 2020, quando o país havia perdido 156.243 vagas.
Apesar do cenário preocupante em dezembro, setores como serviços, comércio, indústria, construção civil e agropecuária apresentaram resultados positivos ao longo do ano. Entre as áreas que mais se destacaram, os serviços foram os que mais contribuíram, com a criação de 758.355 postos, seguidos pelo comércio com 247.097. A indústria, que inclui a de transformação e a extrativa, também registrou avanços, principalmente na indústria de transformação, que contratou 114.127 pessoas.
As regiões do Brasil mostraram desempenho variado, mas todos os cinco eixos geográficos do país, incluindo Sudeste, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte, conseguiram abrir novas vagas. O Sudeste liderou a criação de empregos, totalizando 504.972 colocações, seguido por outras regiões como o Nordeste, que gerou 347.940 novos postos. O estado de São Paulo foi o maior responsável pelas novas contratações, com um saldo positivo de 311.228 empregos, enquanto regiões como Tocantins e Acre ficaram atrás, com os menores saldos.
Esses números revelam um panorama complexo e multifacetado do mercado de trabalho brasileiro em 2025, destacando tanto os desafios enfrentados quanto as áreas que conseguiram resistir e crescer em meio à adversidade econômica. As perspectivas para o futuro dependem de fatores como a política monetária e a recuperação econômica, fundamentais para a continuidade da geração de empregos no país.






