Dividindo esse total, cerca de 48 milhões dos vínculos pertencem a trabalhadores celetistas, enquanto 13,8 milhões são relacionados a agentes públicos, como servidores estatutários e contratados temporariamente. Ao aprofundar a análise, nota-se que o setor público registrou um aumento de 8,6% em vínculos em comparação com o ano anterior, resultando na adição de aproximadamente 1,09 milhão de novos postos. Em contrapartida, os trabalhadores com carteira assinada tiveram uma expansão mais modesta de 2,2%, totalizando 1,04 milhão de novas contratações neste segmento.
Além disso, entre os meses de dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, o mercado formal criou 1,39 milhão de novos vínculos. Novamente, os agentes públicos se destacaram, com um crescimento de 7,81% nesse período. Cerca de 886,9 mil dessas novas contratações ocorreram em programas de trabalho temporário.
O dinamismo nas contratações nos primeiros meses do ano é influenciado por fatores sazonais, onde muitos setores recomeçam suas atividades após o período de férias coletivas. Apesar do aumento geral no número de vínculos formais, o avanço dos empregos privados foi mais contido, uma vez que a quantidade de trabalhadores celetistas cresceu apenas 0,81% nesse mesmo intervalo.
Regiões como o Norte, Nordeste e Centro-Oeste se destacaram com os maiores crescimentos proporcionais, apresentando altas que variaram de 2,70% a 4,16%. Em termos absolutos, Minas Gerais e São Paulo lideraram em criação de novos vínculos.
Importante ressaltar que a participação feminina no mercado formal também registrou avanço, com um aumento de 4,7% no número de vínculos ocupados por mulheres, atingindo 28,6 milhões. Por outro lado, os vínculos entre homens cresceram 2,7%, totalizando 33,5 milhões, o que elevou a participação feminina no emprego formal de 45,6% para 46,1%.
No que tange à massa salarial, houve um crescimento de 2,1%, passando de R$ 235,7 bilhões em janeiro para R$ 240,7 bilhões em dezembro de 2025. Contudo, o Ministério do Trabalho percebeu inconsistências nos dados salariais reportados, levando a uma revisão nos registros e, consequentemente, a decisão de divulgar informações salariais até dezembro de 2025, antes de uma análise mais aprofundada dos dados.





