O estudo revela que o acesso a benefícios da Previdência Social e direitos trabalhistas ainda são consideradas vantagens significativas. Especialistas indicam que, mesmo diante do aumento das relações de trabalho mais flexíveis e autônomas, os trabalhadores ainda buscam segurança em seus vínculos laborais. Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria, destacou que a estabilidade e proteção social continuam a ser fatores determinantes na escolha dos brasileiros.
As alternativas à CLT, como o trabalho autônomo e o emprego informal, estão em ascensão, mas ainda não superam a preferência pelo emprego formal. Enquanto 18,7% dos entrevistados consideram o trabalho autônomo a melhor opção, somente 12,3% optariam pelo emprego informal. Nesse cenário, o trabalho em plataformas digitais, como motoristas de aplicativos, é visto principalmente como uma fonte de renda complementar, com apenas 30% dos entrevistados considerando essas atividades como seu principal meio de sustento.
Entre os jovens, essa preferência se torna ainda mais acentuada, com 41,4% dos trabalhadores na faixa de 25 a 34 anos e 38,1% dos jovens de 16 a 24 favorecendo o modelo CLT. Essa busca por segurança no início da carreira pode ser um reflexo das incertezas do mercado de trabalho contemporâneo.
A pesquisa também revelou um alto nível de satisfação entre os trabalhadores: 95% estão satisfeitos com seus empregos, o que pode explicar a aparente baixa mobilidade no mercado. Apenas 20% dos entrevistados manifestaram interesse em buscar novas oportunidades recentemente, demonstrando que a estabilidade no emprego ainda é uma prioridade.
Realizada com uma amostra de 2.008 pessoas, a pesquisa reflete um panorama dividido sobre as preferências de emprego no Brasil, enfatizando a importância do emprego formal em um cenário de transformações laborais.
