ECONOMIA – Em 2025, 18 milhões de famílias brasileiras recebem auxílio do governo, crescimento ponderado em comparação ao período pré-pandemia e ao ano anterior.

Em 2025, aproximadamente 18 milhões de famílias brasileiras foram beneficiadas por programas do governo federal, uma cifra que ilustra a contínua presença de políticas de assistência social no país. Essa estatística, embora significativa, reflete uma leve diminuição em comparação ao ano anterior, quando 23,6% das famílias recebiam algum tipo de ajuda, cifra que representa a proporção mais alta em um intervalo que abrange os últimos seis anos. Em 2019, antes da pandemia, a taxa de lares beneficiados era de 17,9%, evidenciando um aumento de 5,5 milhões de lares incluídos no sistema de suporte social ao longo desse período.

Esses dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Durante a pandemia, este número atingiu um pico de 22,2 milhões de famílias, o que correspondia a 31,4% dos domicílios do país. A partir de então, embora tenha havido uma redução no número de beneficiários, esse nível continuou a ser superior ao que se observava antes da crise sanitária.

O analista do IBGE, Gustavo Geaquinto Fontes, explica que essa queda na proporção de domicílios comprometidos com programas sociais pode estar ligada a um mercado de trabalho que demonstrou aquecimento em 2025. Com a elevação da renda do trabalho, muitas famílias se tornaram menos dependentes de assistência governamental, o que se reflete numa diminuição da necessidade de amparo de tais programas.

De acordo com os números, o rendimento médio proveniente desses programas sociais em 2025 foi de R$ 870, o que representa um aumento de 71,3% em relação a 2019, se ajustado pela inflação. É importante ressaltar que o principal programa federal, o Bolsa Família, tem se mantido como a principal forma de suporte para aqueles que enfrentam dificuldades financeiras. Com um benefício base de R$ 600, ele atende uma significativa parcela da população em situação de vulnerabilidade.

A pesquisa também revela que, entre os lares que recebem assistência, o rendimento médio mensal por pessoa é de R$ 886, comparado a R$ 2.787 nos lares sem benefícios, apontando uma acentuada desigualdade econômica. A distribuição dessa assistência social é, de fato, desigual regionalmente; no Nordeste, por exemplo, 39,8% das famílias dependem de programas sociais, enquanto que no Sul, essa proporção cai para apenas 10,8%.

Assim, os dados coletados na Pnad não apenas ilustram o panorama das políticas sociais no Brasil, mas também destacam a persistente desigualdade e a necessidade de um olhar atento para as disparidades regionais e de renda, que ainda precisam ser abordadas para garantir uma maior equidade no acesso a recursos e oportunidades.

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