ECONOMIA – Economia Brasileira Cresce 2,2% em 2025, Atingindo R$ 12,63 Trilhões e Recorde de PIB Per Capita Apesar de Desafios com Juros Altos e Tarifas.

A economia brasileira apresentou um crescimento de 2,2% em 2025 em comparação com o ano anterior, segundo as estimativas reveladas na pesquisa Monitor do PIB. Este dado foi divulgado na última sexta-feira, 20 de janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV). O monitoramento abrange diversos setores, como indústria, comércio, serviços e agropecuária, servindo como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do país, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos.

Este crescimento de 2025 é significativo, pois marca o quinto ano consecutivo de alta, embora tenha sido observado um desaceleramento no ritmo nos últimos meses. Em 2024, o crescimento havia sido de 3,4%. Em dezembro de 2025, o PIB demonstrou uma variação nula em relação ao mês anterior, evidenciando uma estabilidade nas atividades econômicas no quarto trimestre, comparadas ao terceiro.

Analisando mais a fundo, o consumo das famílias teve um aumento de 1,5% ao longo do ano, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), um indicador que reflete investimentos, como a compra de máquinas e equipamentos, cresceu 3,6%. O comércio exterior também teve um desempenho positivo, com incrementos nas exportações de 6,2% e nas importações de 5,1%. A taxa de investimento foi de 17,1%, a maior dos últimos três anos.

Em termos monetários, o PIB brasileiro atingiu R$ 12,63 trilhões, um recorde histórico, e o PIB per capita alcançou R$ 59.182, também estabelecendo um novo padrão. A economista Juliana Trece, coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre, destacou que os altos juros foram um fator que impactou negativamente o crescimento econômico, observando uma evidente perda de fôlego da economia ao longo do ano. Essa situação foi agravada pela política de aperto monetário que começou em setembro de 2024, elevando a taxa Selic de 10,5% para 15% em junho de 2025.

Embora a taxa de desemprego tenha registrado os menores índices já vistos, o encarecimento do crédito e a desmotivação para investimentos e consumo foram consequências diretas da alta na taxa de juros. Outro fator que contribuiu para a desaceleração foi a imposição de tarifas pelo governo dos Estados Unidos, que afetou as exportações brasileiras. Em contrapartida, a decisão recente da Suprema Corte dos EUA que revogou essas tarifas traz uma nova perspectiva para as relações comerciais entre os dois países.

Os dados do Monitor do PIB funcionam como um indicador crucial para entender a dinâmica da economia brasileira. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentará os resultados oficiais do PIB em 3 de março, permitindo uma visão mais clara do desempenho econômico no ano de 2025.

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