Desse montante demandado, R$ 15 bilhões já foram homologados como capital público, um passo crucial que possibilitará até R$ 53 bilhões em investimentos privados. Está previsto que mais de R$ 11 bilhões sejam direcionados ao fomento de startups e pequenas e médias empresas (PMEs) que têm como foco a inovação, a sustentabilidade e o crescimento sustentável a longo prazo.
O Eco Invest Brasil foi criado em 2024 com o objetivo de fomentar investimentos privados sustentáveis e atrair capital externo para projetos que buscam a transição ecológica. Para isso, o programa disponibiliza instrumentos financeiros inovadores, incluindo proteção parcial contra a volatilidade cambial, e apoia iniciativas ligadas à indústria verde, recuperação de biomas, infraestrutura climática e inovação tecnológica.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), as propostas homologadas neste leilão representam 32,5% de todo o investimento realizado no setor no Brasil ao longo do último ano. Entre as instituições financeiras que se destacaram nesta edição, o Itaú foi o grande vencedor, com aproximadamente 50% do volume homologado, equivalente a quase R$ 30 bilhões. Outras instituições como a Caixa Econômica Federal, Bradesco, HSBC, BNDES e Banco do Brasil também tiveram propostas bem-sucedidas.
A aplicação dos recursos se concentrará majoritariamente em projetos de Transição Energética, que absorverão 64,5% das propostas aprovadas. A Bioeconomia, Infraestrutura Verde e Economia Circular também receberão atenção significativa. Esses direcionamentos estão em consonância com o Plano de Transformação Ecológica – Novo Brasil.
Com um potencial de mobilização que já supera os R$ 127 bilhões, o Eco Invest Brasil reflete o crescente interesse do setor privado por iniciativas sustentáveis. Os investimentos estratégicos incluem R$ 12,2 bilhões voltados para combustível sustentável de aviação e R$ 9,3 bilhões em cadeias relacionadas a baterias e veículos elétricos. O intuito é posicionar o Brasil de forma competitiva na economia verde global.
Coordenado pelos Ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente, com a colaboração do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Embaixada do Reino Unido, o Eco Invest Brasil já se solidificou como o maior programa de finanças verdes do país. As instituições vencedoras terão até 24 meses para capturar capital externo e até 60 meses para aplicar os recursos nos projetos selecionados.
Esse avanço também traz à tona a discussão sobre equity, um termo que se refere a investimentos em participação societária, diferentemente de empréstimos tradicionais, que exigem retorno financeiro imediato. No âmbito do Eco Invest, esses investimentos são direcionados principalmente a startups e empresas em expansão que operam na economia verde, fortalecendo a conexão entre financiamentos públicos e a atração de capital privado.
