O dólar comercial encerrou a sexta-feira cotado a R$ 5,916, apresentando um aumento de R$ 0,088 (1,5%). Durante a manhã, a cotação chegou a operar próxima da estabilidade, porém, após a nomeação da deputada federal Gleisi Hoffman para a Secretaria de Relações Institucionais, o valor se aproximou de R$ 5,90.
O desentendimento público entre os presidentes Donald Trump e Volodymyr Zelenky também influenciou o aumento na cotação da moeda norte-americana, que superou a marca de R$ 5,90.
Após o dia de instabilidade, o dólar acumulou um ganho de 3,25% na semana e uma valorização de 1,39% no mês, atingindo o maior valor desde 24 de janeiro.
No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou a sexta-feira com 122.709 pontos, registrando uma queda de 1,6%. Esse resultado foi reflexo de fatores tanto domésticos quanto internacionais, como a resiliência do núcleo da inflação ao consumidor nos Estados Unidos.
A nomeação de Gleisi Hoffman para a coordenação da articulação política do governo gerou preocupação entre os investidores, devido às críticas da deputada federal à política monetária do Banco Central e aos cortes no Orçamento do governo.
Além disso, a discussão entre Trump e Zelensky impactou diretamente na cotação do dólar em nível global, fazendo com que a moeda norte-americana subisse em relação às principais moedas internacionais após a exibição do incidente no Salão Oval da Casa Branca.
Diante desse panorama, o mercado financeiro encerrou a semana e o mês com resultados negativos, refletindo a instabilidade e incertezas presentes tanto no cenário nacional quanto internacional.