Esse movimento do dólar ocorre em um contexto onde, no balanço de janeiro, a moeda norte-americana acumulou uma queda de 2,24%, após uma alta de 2,89% em dezembro. A desvalorização do dólar em 2025, que alcançou 11,18%, também contribui para essa tendência de alta do real.
No mercado acionário, o Ibovespa também apresentou uma recuperação após registrar uma queda de 1,03% no dia anterior, fechando a 163.370 pontos, um crescimento de 0,27%. O índice chegou a subir 0,81% no decorrer da manhã, mas perdeu fôlego na tarde. Em uma perspectiva semanal, o índice acumulou uma alta de 1,76% e 1,39% em 2026 até agora.
Fatores tanto internos quanto externos impactaram essa dinâmica. A divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos, que mostraram a criação de 50 mil postos de trabalho em dezembro, foi recebida com entusiasmo pelos investidores. Embora o número tenha ficado abaixo das expectativas, isso pode criar um espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve, o que tende a estimular o fluxo de capital para mercados emergentes como o Brasil.
Adicionalmente, o petróleo também influenciou positivamente o real, com um aumento de 2% no preço do barril no mercado internacional. Os dados de inflação no Brasil, embora confirmem uma taxa de 4,26% para o IPCA em 2025, indicam uma pressão nos preços dos serviços, sugerindo que o Banco Central pode postergar os cortes na taxa de juros até março.
Atualmente, juros mais elevados no Brasil favorecem a entrada de capitais, mas também podem desviar investimentos de ações para a renda fixa, impactando o comportamento da bolsa de valores. Este cenário financeiro, portanto, continua a ser moldado por uma mistura complexa de fatores internos e externos, refletindo a interdependência das economias globais.
