ECONOMIA – Dólar fecha acima de R$ 5,70 e bolsa cai mais de 1,5% em dia de tensões no mercado interno e externo.

Em um cenário de tensões tanto no mercado interno quanto externo, o dólar encerrou o dia acima de R$ 5,70, chegando a flertar com os R$ 5,80 durante a sessão. Enquanto isso, a bolsa de valores brasileira registrou uma queda de mais de 1,5%, atingindo o menor nível dos últimos três meses.

O dólar comercial fechou esta sexta-feira (8) sendo negociado a R$ 5,737, com uma alta de 0,062 (+1,09%). O valor chegou a atingir R$ 5,79 no ponto mais alto do dia, por volta das 14h, porém conseguiu desacelerar nas horas finais de operações. Apesar do aumento registrado hoje, a moeda norte-americana encerrou a semana com uma queda de 2,25%, acumulando um aumento de 18,22% no ano de 2024.

Por sua vez, o índice Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira B3, fechou o dia em 127.830 pontos, com uma queda de 1,43%, atingindo o menor patamar desde o dia 7 de agosto.

Diversos fatores, tanto nacionais como internacionais, impactaram o mercado financeiro. No cenário interno, a demora no anúncio do pacote de cortes de gastos e a divulgação da aceleração da inflação em outubro foram elementos que influenciaram as negociações.

A expectativa de um possível aumento nos juros pelo Banco Central devido ao aumento na inflação levou os investidores a migrarem de aplicações mais arriscadas, como ações, para a renda fixa, como títulos do Tesouro Nacional, em momentos de taxas de juros mais altas.

Além disso, no cenário externo, as expectativas em torno do governo do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e a situação na China também contribuíram para a instabilidade nos mercados globais. Uma série de medidas de estímulo consideradas insuficientes pelos investidores em regiões chinesas impactou negativamente no preço das commodities, afetando exportadores como o Brasil. Nos EUA, Trump reelegeu o advogado ultraprotecionista Robert Lighthizer como representante comercial do país.

Diante desse cenário complexo e incerto, os investidores seguem atentos às próximas movimentações dos governos e bancos centrais ao redor do mundo, buscando se adaptar e ajustar suas estratégias de investimento de acordo com as informações divulgadas.

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