ECONOMIA – Dólar Fecha Abaixo de R$ 5,20 pela Primeira Vez em Dois Anos; Bolsa Interrompe Sequência de Recordes com Queda de 0,84%

No contexto de um dia de intensa volatilidade no mercado financeiro, o dólar comercial registrou uma queda significativa, encerrando a jornada abaixo da marca de R$ 5,20 pela primeira vez em quase dois anos. Essa mudança marcante surge num cenário de nervosismo global, que impactou diretamente a B3, a bolsa de valores brasileira, interrompendo uma sequência de recordes que vinha se consolidando.

Na quinta-feira, a moeda norte-americana foi negociada a R$ 5,194, o que representa uma desvalorização de R$ 0,012, ou 0,22%. Durante o dia, a cotação do dólar apresentou oscilações notáveis. Após iniciar o dia com uma leve queda para R$ 5,16, o valor chegou a disparar para R$ 5,24 no período da manhã, para então recuar novamente, estabelecendo-se abaixo de R$ 5,20 a partir das 15h30. Este fechamento marca o menor valor da divisa americana desde 28 de maio de 2024. Em termos de performance, a divisa acumula uma queda de 1,75% na semana e 5,38% no mês de janeiro.

No setor de ações, o índice Ibovespa também passou por um dia de ajustes. Após duas sessões de recordes, o índice fechou a 183.133 pontos, registrando uma queda de 0,84%. Durante o período da manhã, o Ibovespa chegou a ultrapassar os 186 mil pontos, mas a instabilidade observada nas bolsas americanas acabou refletindo negativamente nas negociações à tarde.

Embora o mercado brasileiro tenha recebido a divulgação de indicadores econômicos importantes, como a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e dados sobre a geração de empregos, o foco das transações foi dominado pelas incertezas de investidores internacionais. Os mercados globais estavam em estado de alerta devido à acentuada queda das bolsas norte-americanas, especialmente no setor tecnológico. O índice Nasdaq, por exemplo, viu uma queda de quase 1% ao longo da quinta-feira.

Este panorama mostra que, apesar de fatores internos relevantes, a economia brasileira continua a ser influenciada fortemente por movimentos globais, evidenciando a interconexão dos mercados financeiros na atualidade.

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