O dólar comercial à vista fechou cotado a R$ 4,997, apresentando uma queda de R$ 0,014, equivalente a 0,29%. Essa cotação é a mais baixa registrada desde março de 2024. Ao longo do dia, a moeda dos Estados Unidos chegou a ser negociada a R$ 4,98, e no acumulado do mês, apresenta uma desvalorização de 3,51%, e de 8,96% ao longo do ano.
Por outro lado, a bolsa brasileira mostrou um desempenho notável, com o Ibovespa registrando uma alta de 0,34%, finalizando o pregão em 198.001 pontos. Durante o dia, o índice chegou a ultrapassar a marca de 198.100 pontos, sustentado principalmente pela valorização de ações de grandes empresas do setor de commodities, como mineração e petróleo, além do fluxo contínuo de investimentos estrangeiros. Em termos de performance mensal, o índice acumula um avanço de 5,62%, enquanto que, no acumulado do ano, os ganhos chegam a impressionantes 22,89%.
Esse panorama otimista no Brasil veio acompanhado de um desempenho positivo nos mercados financeiros internacionais, começando por Wall Street. O índice Dow Jones avançou 0,63% e o S&P 500, formado pelas 500 maiores empresas, viu um aumento de 1,02%, revertendo perdas anteriores devido à instabilidade geopolítica. O índice Nasdaq, composto por empresas de tecnologia, também registrou alta, subindo 1,23%. Esse ambiente favorável foi impulsionado pela expectativa de uma possível distensão nas relações entre os Estados Unidos e o Irã, que aliviam a aversão ao risco nos mercados globais.
Entretanto, a situação no mercado de petróleo continua a ser observada com cautela. Os preços do barril de petróleo Brent, referência internacional, fecharam em alta de 4,36%, a US$ 99,36. Da mesma forma, o WTI, marca do Texas, subiu 2,6%, alcançando US$ 99,08. Apesar de ambos os tipos de petróleo terem se mantido acima de US$ 100 durante a maior parte do dia, a alta desacelerou após as declarações otimistas de Trump. A situação ainda é volátil, com investidores atentos aos desdobramentos que podem ocorrer no estratégico Estreito de Ormuz, vital para o fluxo global de petróleo.
