ECONOMIA – Dólar cai para menos de R$ 5 e Ibovespa atinge novo recorde histórico em dia de otimismo nos mercados globais.

O dólar apresentou uma significativa queda nesta sexta-feira, atingindo valores próximos a R$ 5, um patamar não observado há mais de dois anos. Esse movimento ocorreu em um contexto de maior apetite por risco nos mercados globais, resultando em um dia auspicioso para a bolsa brasileira, que renovou seus recordes com a continuidade da valorização. O índice Ibovespa alcançou o nono pregão consecutivo de alta, aproximando-se pela primeira vez dos 200 mil pontos, impulsionado por um fluxo considerável de capital estrangeiro e otimismo com o cenário externo.

O enfraquecimento do dólar, que encerrou o dia cotado a R$ 5,011 — uma queda de 1,02% — pode ser atribuído a três fatores principais: o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, um desempenho robusto das exportações de commodities brasileiras e um alívio nas tensões geopolíticas, que diminuem a procura global por ativos considerados seguros, como a moeda americana. Para investidores, essa combinação torna o real mais atrativo, especialmente com os recentes dados de inflação que reforçaram as expectativas de manutenção dos juros em níveis elevados no país.

Com relação ao cenário interno, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgou que a inflação oficial de março ficou em 0,88%, superando as expectativas do mercado e impactando a percepção sobre a política monetária no Brasil. Essa alta é vista como um sinal de que os juros permanecerão elevados por um período mais prolongado, o que, por sua vez, atrai investidores estrangeiros ao mercado brasileiro.

No âmbito da bolsa, o Ibovespa fechou em 197.324 pontos, marcando um avanço de 1,12%. Durante o pregão, o índice superou a marca de 197,5 mil pontos, consolidando-se como um dos melhores desempenhos da bolsa nos últimos tempos. A entrada líquida de capital estrangeiro foi notável, com os dados do Banco Central indicando um montante de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira ao longo dos últimos 12 meses.

Enquanto isso, o mercado de petróleo manteve-se relativamente estável, com o barril do tipo Brent recuando 0,75%, cotado a US$ 95,20, e o WTI sofrendo uma queda de 1,33%, a US$ 96,57. Os investidores seguem atentos às negociações diplomáticas no Oriente Médio, cientes de que possíveis desdobramentos na região podem impactar diretamente os preços globais da commodity.

Esse movimento expressivo de alta na bolsa e a desvalorização do dólar refletem uma fase de reavivamento para os ativos brasileiros, criando um ciclo favorável para o país no cenário global.

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