Apesar de um acumulado de queda de 1,27% durante a semana, o dólar ainda registra uma alta de 2,10% em relação ao real no mês de outubro. O comportamento da moeda brasileira se mostrou mais favorável em comparação a outras divisas emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano. Uma das razões apontadas para essa leve desvalorização do dólar no Brasil foi a sinalização do presidente dos Estados Unidos sobre a possibilidade de adiar ações militares contra o Irã, embora sem um compromisso claro de cessar-fogo.
Curiosamente, essa retração da moeda ocorreu sem intervenções diretas do Banco Central, que, nos dias anteriores, havia injetado US$ 2 bilhões no mercado por meio de leilões, com o compromisso de recomprar esse montante em meses futuros.
No setor de ações, o Ibovespa registrou uma queda de 0,64% nesta sexta-feira, atingindo 181.557 pontos, acompanhando a tendência negativa das bolsas em Nova York. No entanto, na soma da semana, o índice ainda apresentou uma valorização de 3,03%, interrompendo uma sequência de perdas. Essa movimentação foi influenciada pela diminuição do otimismo global, com recuos nos principais índices americanos e um aumento nas incertezas sobre as consequências econômicas da guerra.
O preço do petróleo também foi um destaque, avançando mais de 3% em um único dia, impulsionado pelas incertezas em relação às negociações entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo Brent, uma referência global, fechou a US$ 105,32, sendo impulsionado por temores sobre possíveis restrições na oferta de petróleo provenientes do Estreito de Ormuz, um ponto estratégico essencial para o comércio global de petróleo. Apesar dessa alta no dia, o Brent ainda acumulou uma ligeira perda de 0,58% na semana, refletindo a volatilidade que caracteriza o quadro atual.






