O presidente norte-americano, Donald Trump, foi o responsável por divulgar a trégua na noite anterior, despertando um otimismo significativo nas esferas financeiras globais. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,103, apresentando uma queda de R$ 0,052, ou 1,01%. A moeda chegou a ser negociada a R$ 5,06 durante a manhã, refletindo uma euforia inicial dos investidores. No entanto, ao longo da tarde, o ritmo de desvalorização do dólar se moderou diante de sinais de fragilidade no acordo de cessar-fogo, já que declarações de autoridades iranianas e novos episódios de tensão levantaram preocupações sobre a estabilidade do acordo.
Apesar destas inquietações, o mercado interpretou os movimentos como uma demonstração da intenção do governo dos Estados Unidos de buscar uma resolução pacífica para o conflito, o que continuou a alimentar a confiança dos investidores. Desde o início do ano, o dólar já acumula uma desvalorização superior a 7,02% em relação ao real.
No campo da renda variável, o Ibovespa não ficou atrás, acompanhando a tendência otimista do mercado global e alcançando 192.201 pontos, o que representa uma alta de 2,09%. No auge da negociação, o índice chegou a ultrapassar os 193 mil pontos, marcando o sétimo avanço consecutivo da bolsa. Esse crescimento pode ser atribuído à redução dos prêmios de risco e à valorização de ações de setores ligados ao ciclo doméstico, incluindo bancos.
No mercado internacional, os índices de Nova York também registraram ganhos expressivos, impulsionados pelo mesmo ambiente de maior apetite por ativos de risco. No entanto, as ações de petroleiras tiveram um desempenho negativo, pressionadas pela queda acentuada nos preços do petróleo, que despencaram para abaixo de US$ 100 por barril. O barril do tipo Brent caiu mais de 13% e o WTI apresentava uma desvalorização superior a 16%, refletindo expectativas de normalização da oferta global, apesar da fragilidade percebida no cessar-fogo e as incertezas geopolíticas que ainda permeiam a região.
