ECONOMIA – Dólar atinge menor valor em 21 meses e bolsa bate recorde com forte alta; investidores aproveitam oportunidade após recomendação da China para diversificar reservas.

Em um dia de grande euforia no mercado financeiro brasileiro, o dólar comercial registrou uma queda significativa, alcançando seu menor valor em 21 meses, ao fechar abaixo da barreira dos R$ 5,20. O encerramento da cotação se deu em R$ 5,188, representando uma desvalorização de R$ 0,032, ou 0,62%. Durante a sessão, a moeda americana atingiu o patamar de R$ 5,17 por volta das 13 horas, atraindo a atenção dos investidores, que aproveitaram para adquirir dólares a um preço inferior. Apesar da pressão de compra, o dólar manteve-se em baixa ao longo do dia.

Esse movimento marcado pela queda da moeda estadunidense foi impulsionado por uma série de fatores, entre os quais se destaca a recomendação do governo chinês para que seus bancos privados reduzam a aquisição de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Essa estratégia reflete a intentiva da China, maior detentora de papéis estadunidenses, em diversificar suas reservas internacionais e, consequentemente, contribuiu para a pressão sobre o dólar.

No mercado acionário, o índice Ibovespa, que representa o desempenho das ações na B3, registrou forte alta, encerrando o dia em 186.241 pontos, um aumento de 1,8%. Essa performance robusta é atribuída principalmente ao desempenho de ações de setores como bancos, petroleiras e mineradoras, que possuem um peso significativo no cálculo do índice. O Ibovespa agora acumula uma impressionante valorização de 15,69% em 2026, sendo que a última vez que o índice atingiu esse patamar recorde foi no dia 3 do mesmo mês.

O cenário internacional também exerceu influência sobre o mercado local, especialmente após a divulgação de dados economicamente frágeis dos Estados Unidos, que impulsionaram as expectativas de um possível corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve. As recentes movimentações no Japão, incluindo a vitória eleitoral da primeira-ministra Sanae Takaichi, também contribuíram para a diminuição do dólar em relação ao iene.

Além disso, o dólar não apenas cedeu em relação ao real, mas também diante de outras moedas de mercados emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno. Esse ambiente favorável pode indicar um período de continuidade para a valorização do real e a queda do dólar nos próximos meses, beneficiando assim o câmbio nacional. A combinação de fatores locais e internacionais parece sinalizar um otimismo renovado no horizonte econômico brasileiro.

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