Esse movimento marcado pela queda da moeda estadunidense foi impulsionado por uma série de fatores, entre os quais se destaca a recomendação do governo chinês para que seus bancos privados reduzam a aquisição de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Essa estratégia reflete a intentiva da China, maior detentora de papéis estadunidenses, em diversificar suas reservas internacionais e, consequentemente, contribuiu para a pressão sobre o dólar.
No mercado acionário, o índice Ibovespa, que representa o desempenho das ações na B3, registrou forte alta, encerrando o dia em 186.241 pontos, um aumento de 1,8%. Essa performance robusta é atribuída principalmente ao desempenho de ações de setores como bancos, petroleiras e mineradoras, que possuem um peso significativo no cálculo do índice. O Ibovespa agora acumula uma impressionante valorização de 15,69% em 2026, sendo que a última vez que o índice atingiu esse patamar recorde foi no dia 3 do mesmo mês.
O cenário internacional também exerceu influência sobre o mercado local, especialmente após a divulgação de dados economicamente frágeis dos Estados Unidos, que impulsionaram as expectativas de um possível corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve. As recentes movimentações no Japão, incluindo a vitória eleitoral da primeira-ministra Sanae Takaichi, também contribuíram para a diminuição do dólar em relação ao iene.
Além disso, o dólar não apenas cedeu em relação ao real, mas também diante de outras moedas de mercados emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno. Esse ambiente favorável pode indicar um período de continuidade para a valorização do real e a queda do dólar nos próximos meses, beneficiando assim o câmbio nacional. A combinação de fatores locais e internacionais parece sinalizar um otimismo renovado no horizonte econômico brasileiro.







