O dólar à vista encerrou a jornada cotado a R$ 5,063, apresentando uma redução de R$ 0,04, ou 0,77%. Este valor representa o menor patamar desde 9 de abril de 2022. Durante o dia, a moeda americana chegou a ser negociada a R$ 5,05. Essa desvalorização do dólar se deve, em grande parte, ao enfraquecimento global da divisa norte-americana e a uma melhoria no cenário externo, uma vez que os investidores demonstraram uma reação otimista frente à contenção de tensões geopolíticas.
Relatórios indicaram que o governo dos Estados Unidos teria solicitado a Israel a diminuição de suas operações bélicas em direção ao Líbano, enquanto o governo israelense sinalizou a intenção de iniciar negociações. Esse clima de esperança, ao que parece, tem incentivado investimentos em mercados emergentes, incluindo o Brasil, que são geralmente favorecidos quando os prêmios de risco diminuem.
Em relação à bolsa, o Ibovespa não ficou atrás e, em sintonia com o otimismo internacional, fechou a sessão em 195.129 pontos, marcando uma alta de 1,52%. Com isso, o índice superou pela primeira vez a barreira dos 195 mil pontos e registrou seu oitavo aumento consecutivo, consolidando o 15º fechamento histórico somente em 2024. Esse desempenho robusto reflete a entrada de capital estrangeiro e a valorização de ações de importantes setores, como o de petróleo e bancos. No acumulado do mês, o índice sobe mais de 4%, enquanto ao longo do ano, já avança mais de 21%.
No mercado de petróleo, embora os preços tenham registrado uma leve alta, a tendência se estabilizou ao longo do dia. O barril do Brent fechou em alta de 1,23%, cotado a US$ 95,92, enquanto o WTI, do Texas, subiu 3,66%, alcançando US$ 97,87. No entanto, as expectativas em relação à redução das tensões na região, especialmente no estratégico Estreito de Ormuz, continuam a influenciar as oscilações dos preços do petróleo.






