O deputado federal Marx Beltrão (PP) criticou duramente nesta quarta-feira (7) o aumento da gasolina, do diesel e do gás de cozinha que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026. Segundo o parlamentar, o brasileiro começou o ano sendo penalizado por reajustes em itens essenciais do dia a dia.
O aumento ocorreu em todos os 26 estados e no Distrito Federal, de forma simultânea em todo o país. A medida foi definida pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), órgão que reúne os secretários de Fazenda dos estados e delibera de maneira conjunta sobre o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
Com a decisão, a gasolina teve aumento de R$ 0,10 por litro, passando para R$ 1,57 de ICMS, enquanto o diesel subiu R$ 0,05 por litro, alcançando R$ 1,17. Já o gás de cozinha (GLP) passou a ter tributação equivalente a cerca de R$ 1,05 por botijão de 13 quilos, elevando o custo de um item básico.
Marx Beltrão afirmou que os combustíveis mais caros provocam efeito cascata sobre toda a economia e penalizam quem depende do trabalho diário. “Quando você aumenta gasolina e diesel, você impacta toda a cadeia logística e quem depende do veículo para trabalhar”, declarou.
O parlamentar também ressaltou que o aumento do gás de cozinha agrava ainda mais a situação das famílias de baixa renda. “Quando aumenta o gás de cozinha, você penaliza quem precisa desse item básico para sobreviver, num cenário em que tudo já está caro”, completou.
Ao longo do mandato, Marx Beltrão tem atuado para conter aumentos abusivos nos combustíveis, cobrando fiscalização rigorosa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e da Secretaria Nacional do Consumidor e defendendo que reduções anunciadas cheguem efetivamente ao consumidor. O deputado também já se posicionou contra políticas de preços que pressionam o custo de vida e apresentou cobranças formais para evitar que reajustes sejam repassados de forma desproporcional nas bombas.
Para o parlamentar, a decisão de elevar impostos sobre combustíveis transfere a conta para quem menos pode pagar e contraria o discurso oficial de proteção aos mais vulneráveis. “Aumenta o diesel, aumenta o frete, aumenta o preço dos alimentos, e quem paga essa conta é o povo mais pobre; isso é maldade contra o povo brasileiro”, finalizou.
*Com assessoria
