De acordo com os dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (26), a Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) também apresentou um crescimento significativo, subindo 1,71% e alcançando a marca de R$ 6,863 trilhões. A emissão de R$ 56,88 bilhões em títulos a mais do que resgatou foi um dos principais fatores desse aumento, principalmente em papéis corrigidos pela Taxa Selic.
A apropriação de R$ 58,75 bilhões em juros também teve um impacto significativo no crescimento da DPF. A Taxa Selic, atualmente em 12,25% ao ano, pressionou o endividamento do governo, que precisou reconhecer a correção dos juros que incide sobre os títulos mês a mês.
Além disso, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) também apresentou um aumento de 4,78%, atingindo R$ 340,76 bilhões em novembro. Esse crescimento foi impulsionado pela valorização do dólar, que teve uma alta de 4,77% no último mês. A instabilidade econômica internacional e as eleições nos Estados Unidos contribuíram para esse cenário.
O colchão da dívida pública, que funciona como uma reserva financeira para momentos de turbulência, aumentou pelo segundo mês consecutivo, passando de R$ 822 bilhões para R$ 856 bilhões. Atualmente, essa reserva cobre 7,25 meses de vencimentos da dívida pública, que nos próximos 12 meses deve atingir cerca de R$ 1,29 trilhão.
Composição diversificada da DPF também foi destacada, com a proporção dos títulos corrigidos pela Selic em alta. A trajetória de emissão de papéis prefixados e a participação dos não residentes na detenção da dívida também foram aspectos relevantes abordados nos números divulgados pelo Tesouro Nacional.
Em meio a esse cenário de crescimento da DPF, o governo brasileiro precisa adotar medidas eficazes para controlar e reduzir esse endividamento, garantindo assim a sustentabilidade e estabilidade econômica do país.
