O plano revisado, conhecido como Plano Anual de Financiamento (PAF), prevê que até 2025 a Dívida Pública Federal deve alcançar valor entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões. Em relação à Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi), houve um avanço de 0,31%, passando de R$ 7,82 trilhões para R$ 7,948 trilhões. Durante outubro, o Tesouro Nacional realizou emissões líquidas de R$ 41,38 bilhões em títulos, com a maioria das transações envolvendo papéis atrelados à Taxa Selic.
Este aumento da Dívida Pública é impactado pela apropriação de juros, que, com a Taxa Selic fixada em 15% ao ano, pressiona ainda mais as contas públicas. No mês em análise, o Tesouro emitiu R$ 162,59 bilhões em DPMFi, enquanto os resgates totalizaram R$ 119,86 bilhões, refletindo um contexto de constante movimentação no mercado.
A Dívida Pública Externa também registrou um crescimento, com um aumento de 1,17%, alcançando R$ 305,06 bilhões, impulsionada pela valorização do dólar em meio a tensões geopolíticas que envolvem o comércio entre Estados Unidos e China.
O “colchão” da dívida, uma reserva financeira estratégica, também se recuperou após uma queda em setembro, subindo de R$ 1,032 trilhão para R$ 1,048 trilhão. Esse valor cobre aproximadamente 8,81 meses dos vencimentos programados da dívida pública, com previsão de R$ 1,434 trilhão em títulos federais a vencer nos próximos doze meses, segundo o Tesouro.
A composição da DPF também se alterou, com os títulos atrelados à Selic representando 48,19% do total, um pequeno aumento em relação ao mês anterior. Essa categoria tem atraído um número cada vez maior de investidores, especialmente nesses tempos de incerteza econômica.
Ainda que a tensão no mercado financeiro tenha se intensificado em outubro, a participação de investidores estrangeiros na dívida pública interna lançou uma luz sobre a confiança contínua nesse segmento, aumentando de 10,19% para 10,46%. Essa ascensão em um cenário de volatilidade demonstra que os não residentes continuam a ver oportunidades no Brasil, mesmo quando as condições financeiras são desafiadoras.
Por meio de sua dívida pública, o governo busca captar recursos para financiar suas obrigações, prometendo recompensar os investidores com correções que podem variar conforme a Selic, a inflação ou até mesmo o desempenho do dólar, criando um ciclo que sustenta a economia nacional. O contínuo monitoramento e ajuste das estratégias de financiamento se mostram essenciais para a manutenção da saúde fiscal do país.









