O Brasil, de forma geral, também conseguiu alcançar uma taxa de desemprego de 5,6% em dezembro de 2025, o que representa uma redução notável em comparação aos anos anteriores. Esse resultado positivo reflete um dinamismo crescente no mercado de trabalho, que vem sendo impulsionado pelo aumento do rendimento real da população.
A análise da Pnad é abrangente e considera todos os aspectos do mercado de trabalho para indivíduos a partir de 14 anos, englobando diversas formas de ocupação, sejam elas com ou sem carteira assinada. Para serem contabilizadas como desocupadas, as pessoas precisam ter procurado emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. A coleta de dados é feita em 211 mil domicílios em todo o país, garantindo uma amostra representativa.
Entre os estados, Mato Grosso destacou-se com a menor taxa de desemprego, de apenas 2,2%. Outros estados que se sobressaíram com índices reduzidos foram Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, com taxas de 2,3%, 3% e 3,3%, respectivamente. São Paulo, o mais populoso do país, registrou uma taxa de 5%, enquanto a média nacional se situou em 5,6%.
Entretanto, apesar das boas notícias, a informalidade ainda permeia o mercado de trabalho. A taxa de informalidade no Brasil ao final de 2025 chegou a 38,1%, com disparidades regionais significativas. Estados como Maranhão e Pará têm taxas acima de 58%, o que valoriza a precariedade das condições de trabalho em algumas áreas do país.
Além disso, o rendimento médio mensal dos trabalhadores também apresenta variações marcantes. O Distrito Federal lidera o ranking com uma remuneração média de R$ 6.320, impulsionada pelo número elevado de servidores públicos. Em contraposição, estados do Nordeste, como Piauí e Bahia, apresentam os menores rendimentos.
Esses dados ressaltam um cenário de avanços e desafios no mercado de trabalho brasileiro, onde o progresso em termos de emprego formal e rendimento deve ser observado juntamente com a persistente questão da informalidade e a disparidade entre as regiões.
