Ao longo dos 12 meses contabilizados até maio, o déficit primário acumulado somou R$ 149 bilhões, correspondendo a 1,14% do Produto Interno Bruto (PIB), um aumento de 0,16 ponto percentual em relação ao acumulado até abril. Para o Governo Central, que inclui o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social, o déficit ficou em R$ 55,2 bilhões. Os governos regionais enfrentaram um déficit de R$ 1,2 bilhão, enquanto as empresas estatais apresentaram um pequeno superávit de R$ 0,3 bilhão.
Os gastos do setor público com juros nominais também mostraram um crescimento notável em maio, totalizando R$ 107,5 bilhões, em comparação aos R$ 92,1 bilhões do mesmo mês em 2025. O aumento ocorre em decorrência do aumento do estoque de endividamento líquido, e, nos 12 meses até maio, os juros nominais somaram R$ 1.111 bilhões, ou 8,48% do PIB, em comparação a R$ 946,1 bilhões, que correspondia a 7,74% do PIB no mesmo período do ano anterior. Isso resultou em um déficit nominal consolidado de R$ 163,7 bilhões em maio. Ao longo de 12 meses, o déficit nominal totalizou R$ 1.260 bilhões, mantendo-se estável em relação ao PIB.
Além disso, a Dívida Líquida do Setor Público alcançou R$ 8,9 trilhões, representando 67,9% do PIB, com um aumento de 0,7 ponto percentual em relação ao mês anterior. Esse resultado foi influenciado por diversos fatores, incluindo os juros nominais e a desvalorização cambial. Em termos de Dívida Bruta do Governo Geral, o montante foi de R$ 10,6 trilhões, ou 81,1% do PIB, um crescimento de 0,9 ponto percentual em relação ao mês anterior. Os dados refletem a complexidade da situação fiscal brasileira, evidenciando os desafios que o país enfrenta em um cenário econômico adverso, marcado pelo aumento das taxas de juros e pelo endividamento crescente.





