No acumulado do ano, o cenário é semelhante, com todas as capitais enfrentando um aumento no preço médio da cesta básica. As taxas de variação variaram significativamente, de 1,56% em São Luís a alarmantes 14,80% em Aracaju. Este crescimento contínuo dos preços é um reflexo de diversos fatores que impactam diretamente o bolso do consumidor.
Um dos principais vilões dessa elevação nos preços foi o leite integral, que sofreu aumento em todas as capitais analisadas. A cidade de Teresina destacou-se, com uma impressionante variação média de 15,70%. Este aumento foi atribuído à redução da oferta do produto no campo, resultado da entressafra, que elevou o preço dos derivados lácteos em todo o país.
Outro produto que contribuiu para o aumento da cesta básica foi o feijão, que registrou alta em 26 capitais, exceto em Vitória, onde os preços se mantiveram estáveis. O tomate, importante item de consumo, também apresentou aumento em 25 cidades, com uma expressiva alta de 25% em Fortaleza, enquanto em locais como Rio de Janeiro e Belo Horizonte houve declínios nos preços.
Além disso, produtos como o pão francês, café em pó e carne bovina de primeira também tiveram alta em 22 das 27 cidades analisadas. Em termos de custos, a cesta básica mais cara do Brasil foi a de São Paulo, com um valor médio de R$ 906,14. Outros estados, como Cuiabá (R$ 880,06) e Rio de Janeiro (R$ 879,03), seguiram na ordem de preços elevados.
Em contraste, as capitais do Norte e Nordeste apresentaram valores médios mais baixos, com Aracaju registrando a cesta mais barata a R$ 619,32. Considerando esses dados, o Dieese estimou que, com base na cesta de São Paulo, o salário mínimo ideal para proporcionar condições dignas de vida para o trabalhador brasileiro deve ser de R$ 7.612,49, o que representa 4,70 vezes o salário mínimo atual de R$ 1.621.
