ECONOMIA – Custo da Cesta Básica Aumenta em Todas as Capitais: Porto Velho e Fortaleza Lideram Variações em Abril de 2023

Em abril, pelo segundo mês consecutivo, todas as capitais brasileiras e o Distrito Federal registraram aumento no custo da cesta básica. Os dados revelam que as maiores elevações foram observadas em Porto Velho, onde a variação média atingiu impressionantes 5,60%. Logo atrás, Fortaleza apresentou uma alta de 5,46%, seguida por Cuiabá com 4,97%, Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).

No acumulado do ano, o cenário é semelhante, com todas as capitais enfrentando um aumento no preço médio da cesta básica. As taxas de variação variaram significativamente, de 1,56% em São Luís a alarmantes 14,80% em Aracaju. Este crescimento contínuo dos preços é um reflexo de diversos fatores que impactam diretamente o bolso do consumidor.

Um dos principais vilões dessa elevação nos preços foi o leite integral, que sofreu aumento em todas as capitais analisadas. A cidade de Teresina destacou-se, com uma impressionante variação média de 15,70%. Este aumento foi atribuído à redução da oferta do produto no campo, resultado da entressafra, que elevou o preço dos derivados lácteos em todo o país.

Outro produto que contribuiu para o aumento da cesta básica foi o feijão, que registrou alta em 26 capitais, exceto em Vitória, onde os preços se mantiveram estáveis. O tomate, importante item de consumo, também apresentou aumento em 25 cidades, com uma expressiva alta de 25% em Fortaleza, enquanto em locais como Rio de Janeiro e Belo Horizonte houve declínios nos preços.

Além disso, produtos como o pão francês, café em pó e carne bovina de primeira também tiveram alta em 22 das 27 cidades analisadas. Em termos de custos, a cesta básica mais cara do Brasil foi a de São Paulo, com um valor médio de R$ 906,14. Outros estados, como Cuiabá (R$ 880,06) e Rio de Janeiro (R$ 879,03), seguiram na ordem de preços elevados.

Em contraste, as capitais do Norte e Nordeste apresentaram valores médios mais baixos, com Aracaju registrando a cesta mais barata a R$ 619,32. Considerando esses dados, o Dieese estimou que, com base na cesta de São Paulo, o salário mínimo ideal para proporcionar condições dignas de vida para o trabalhador brasileiro deve ser de R$ 7.612,49, o que representa 4,70 vezes o salário mínimo atual de R$ 1.621.

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