Historicamente, o resultado de fevereiro de 2026 se torna o terceiro mais baixo desde o início da série histórica, ficando atrás apenas do desempenho observado em 2020 e 2023. Essa nova metodologia utilizada pelo CAGED impossibilita comparações com anos anteriores a 2020, dificultando uma análise completa da evolução do mercado de trabalho brasileiro.
Quando observamos o acumulado de janeiro e fevereiro, há uma queda alarmante de 37,8% nas vagas formais, totalizando 370.339 postos, uma diminuição significativa frente aos 594.953 do mesmo período do ano passado. Os dados ajustados pelo ministério incluem declarações entregues fora do prazo, o que pode oferecer uma perspectiva mais eficaz sobre as oscilações do mercado.
Na análise por setores, todos os segmentos pesquisados mostraram crescimento no número de empregos formais em fevereiro. O setor de serviços apresentou o melhor desempenho, criando 177.953 novas vagas, impulsionado especialmente por áreas como administração pública, educação e saúde. A indústria também obteve resultados positivos, somando 32.027 novas contratações, com destaque para a indústria de transformação.
A distribuição geográfica dos novos postos de trabalho é igualmente relevante. Todas as regiões do Brasil registraram crescimento em suas respectivas taxas de emprego, com o Sudeste liderando a criação de vagas, seguido pelo Sul e Centro-Oeste. Em nível estadual, São Paulo destacou-se com a abertura de quase 96 mil postos, enquanto estados como Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba enfrentaram demissões superando as contratações.
Ao final de fevereiro, o total de trabalhadores com carteira assinada no Brasil alcançou 48.837.602, marcando um aumento de 0,53% em relação a janeiro e uma alta de 2,19% quando comparado ao mesmo mês do ano anterior. Esses números, embora positivos em termos absolutos, desvelam uma realidade complexa, onde os desafios econômicos ainda se impõem de maneira significativa sobre o mercado de trabalho.






