ECONOMIA – Crescimento Industrial: Espírito Santo e Rio de Janeiro Destacam-se com Avanços Acima da Média Nacional em 2025

Em 2025, o panorama industrial brasileiro apresentou um crescimento desigual entre os estados, com sete deles superando a média nacional de 0,6%. O Espírito Santo e o Rio de Janeiro se destacaram, alcançando impressionantes aumentos de 11,6% e mais de 5%, respectivamente. Esses dados, coletados na Pesquisa Industrial Mensal Regional, revelam um cenário em que a indústria de certas regiões se destaca em meio à modéstia do crescimento nacional.

O Espírito Santo, com seu crescimento acentuado, deve seu desempenho ao robusto setor extrativo, especialmente impulsionado pela extração de petróleo e gás natural. No Rio de Janeiro, a contribuição do setor foi semelhante, com a extração de combustíveis fósseis também servindo como motor de sua expansão industrial.

Outros estados que apresentaram resultados positivos, embora em menor escala, incluíram Santa Catarina, com um crescimento de 3,2%, seguido pelo Rio Grande do Sul e Goiás, ambos com 2,4%, e Minas Gerais e Pará, com taxas de 1,3% e 0,8%, respectivamente. Santa Catarina, em particular, destacou-se pela produção de alimentos e equipamentos elétricos, evidenciando a diversidade no crescimento setorial.

No entanto, nem todos os estados conseguiram acompanhar esse ritmo. Três regiões, Bahia, Paraná e Amazonas, viram suas indústrias crescerem, mas abaixo da média nacional, com incrementos modestos de 0,3% e 0,1%. Por outro lado, a produção industrial recuou em oito estados, com o Rio Grande do Sul liderando as quedas, seguido pela significativa retração de 12,9% em Mato Grosso do Sul.

O estado de São Paulo, que representa cerca de um terço da produção industrial do Brasil, enfrentou uma queda de 2,2%. Os principais responsáveis por essa desaceleração foram os setores de derivados de petróleo e farmacêutico, que sofreram quedas na produção de combustíveis e medicamentos, refletindo a vulnerabilidade de sua economia.

Diante desse cenário, é possível perceber que o crescimento industrial no Brasil é profundamente desigual, com alguns estados se beneficiando de setores específicos, enquanto outros enfrentam desafios significativos que impactam seu desempenho econômico. A diversidade do crescimento evidencia as complexidades da indústria nacional e a necessidade de políticas que possam equilibrar o desenvolvimento regional.

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