ECONOMIA –

Crescimento do Comércio Brasileiro Avança 0,5% em Março com Dólar Desvalorizado e Promoções em Produtos Importados

O recente recuo do dólar teve um impacto visível nas vendas do comércio brasileiro, que registrou um crescimento de 0,5% entre fevereiro e março. Este é o terceiro mês consecutivo de alta, resultando no maior desempenho do setor desde o início do ano. Essa tendência de crescimento é ainda mais significativa quando comparada a março do ano anterior, quando as vendas avançaram 4%. Em uma análise mais abrangente, o acumulado dos últimos 12 meses mostra uma expansão de 1,8%.

Os dados foram divulgados na última quarta-feira em um relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que detalhou a Pesquisa Mensal de Comércio. A variação do comércio nos últimos meses apresenta um quadro de instabilidade, com altas e baixas que refletiram o comportamento da economia. Em outubro de 2025, observou-se uma alta de 0,5%, seguindo-se de incremento de 1% em novembro, uma leve queda de 0,3% em dezembro, e retornos de 0,5% em janeiro, 0,7% em fevereiro, e finalmente 0,5% em março.

Dos oito segmentos analisados, cinco mostraram crescimento no mês, destacando-se o setor de equipamentos e material de escritório, informática e comunicação, com um notável aumento de 5,7%. Isso pode ser atribuído à desvalorização do dólar, que tornou produtos importados mais acessíveis. Em março, o dólar foi cotado a R$ 5,23, comparado a R$ 5,75 no mesmo mês do ano anterior. Um especialista no tema comentou que as empresas aproveitaram a oportunidade para aumentar seus estoques e realizar promoções, refletindo diretamente nas vendas de equipamentos de informática.

Outro setor que também se destacou foi o de combustíveis e lubrificantes, que teve um crescimento de 2,9%, apesar da alta dos preços dos combustíveis, atribuída aos conflitos no Oriente Médio. Essa demanda persistente resultou em um crescimento expressivo de 11,4% nas receitas do setor. Em contrapartida, os supermercados e setores ligados à alimentação enfrentaram uma queda de 1,4%, influenciada pela inflação, uma das principais preocupações econômicas do país no momento.

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado, houve uma ligeira elevação de 0,3% de fevereiro para março, com um crescimento modesto de 0,2% no acumulado do último ano. Esses números evidenciam um cenário complexo para o comércio, em que as flutuações da moeda e fatores externos como a inflação e os conflitos internacionais continuam a influenciar as dinâmicas de consumo e produção no país.

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