ECONOMIA – Copom anuncia corte na taxa Selic, mesmo com alta do dólar e riscos de repique da inflação

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne nesta quarta-feira (31) para decidir sobre o possível corte na taxa básica de juros, a Selic. Mesmo diante da recente alta do dólar e dos juros altos nos Estados Unidos, a expectativa é que o Copom reduza a Selic de 11,75% ao ano para 11,25% ao ano, o que representaria o quinto corte desde o mês de agosto, quando a autoridade monetária interrompeu o ciclo de aperto monetário.

Os diretores do BC já haviam sinalizado em comunicados das últimas reuniões que era unânime a previsão de cortes de 0,5 ponto percentual nos próximos encontros. De acordo com a pesquisa semanal com analistas de mercado, a expectativa do mercado financeiro é que a Selic encerre o ano em 11,25% ao ano.

No que diz respeito à inflação, na ata da última reunião, o Copom demonstrou preocupação com as contas públicas e apontou riscos de um eventual repique do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial. Além disso, a incerteza nos mercados em relação à execução das medidas fiscais pelo governo e a perspectiva de alta de juros nos Estados Unidos e a guerra entre Israel e o grupo palestino Hamas foram citados como dificuldades para a redução da Selic em 0,5 ponto por longo tempo.

A estimativa de inflação para 2024, de acordo com o último boletim Focus, caiu de 3,86% para 3,81%. Em dezembro, o IPCA ficou em 0,56%, puxado por alimentos e bebidas. Mesmo com a pressão dos combustíveis, o indicador ficou dentro das expectativas do boletim Focus, acumulando alta de 4,62% em 2023.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, mas isso também causa reflexos nos preços, gerando encarecimento do crédito. Já ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Para 2024, a meta de inflação a ser perseguida pelo BC é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. No último Relatório de Inflação, O Banco Central manteve a previsão de que o IPCA termine 2024 em 3,5%, dentro da meta de inflação.

A decisão do Copom será anunciada ao fim do dia e é aguardada com expectativa pelo mercado financeiro e pela população em geral, já que impacta diretamente nos juros cobrados em empréstimos e financiamentos. O consenso é que a decisão terá impacto significativo na economia e será amplamente discutida nos próximos dias.

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