De acordo com a Aneel, a baixa afluência de água nos reservatórios está significativamente abaixo da média, comprometendo a capacidade de geração hidroelétrica. Desta maneira, a ativação das termelétricas, que envolvem custos mais elevados de produção de energia, torna-se uma necessidade premente. A agência destacou que essa intervenção é essencial para garantir o fornecimento de energia, mesmo diante de condições adversas.
Nos últimos meses, a bandeira tarifária já havia apresentado a cor vermelha, inicialmente em junho e julho, e permaneceu na mesma situação em agosto. A continuidade dessa bandeira tarifária em setembro revela não apenas a instabilidade das fontes de energia na atualidade, mas também um reflexo das condições climáticas severas que o país enfrenta.
O sistema de bandeiras tarifárias foi instituído em 2015 pela Aneel e tem como objetivo refletir os custos variáveis associados à geração de eletricidade. Esse sistema é segmentado em diferentes cores, cada uma delas indicando o custo da energia elétrica de acordo com as condições de geração a partir do Sistema Interligado Nacional (SIN).
A bandeira verde indica que não há acréscimos nas contas de energia, enquanto as bandeiras amarela e vermelha sinalizam aumentos a cada 100 kWh consumidos. Resolver essa situação requer um monitoramento constante e, possivelmente, investimentos em fontes de energia mais sustentáveis e diversificadas, para que o país possa enfrentar os desafios climáticos e garantir preços mais justos para os consumidores.