Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e refletem as variações em diversos grupos de produtos e serviços. Dentre os nove grupos analisados, houve recuo em dois deles entre dezembro e janeiro: Habitação, com -0,26%, e Transportes, com -0,13%. O setor de habitação se destacou especialmente pela redução de 2,91% nas contas de luz. Essa queda significativa foi impulsionada pela mudança na bandeira tarifária, que passou de amarela para verde, eliminando o custo adicional que estava em vigor anteriormente.
No setor de transportes, a principal influência para a queda foi a redução nos preços das passagens aéreas, que caíram 8,92% em média, além da diminuição de 2,79% nas tarifas de ônibus urbanos. Em locais como Belo Horizonte, a implementação da tarifa zero em domingos e feriados contribuiu para uma diminuição ainda mais acentuada na passagem.
Por outro lado, os preços dos combustíveis apresentaram alta de 1,25%, com aumentos no etanol e na gasolina, representando um impacto significativo no índice inflacionário. A gasolina, em particular, teve um impacto decimal de 0,05 pontos percentuais no IPCA-15.
No que tange aos alimentos, houve um aumento de 0,31% nos preços, contrastando com a queda de 0,13% em dezembro. A variação foi impulsionada por aumentos nos custos de produtos como tomate e batata-inglesa, embora a performance de itens como leite longa vida e arroz tenha mitigado uma inflação ainda maior.
É importante notar que o IPCA-15 e o IPCA oficial compartilham a mesma metodologia, com algumas nuances em relação ao período de coleta dos dados. O IPCA-15 é coletado entre o dia 13 do mês anterior e o dia 14 do mês de referência, abrangendo um total de 11 regiões metropolitanas. Enquanto isso, o IPCA completo examina 16 locais e seu resultado de janeiro será publicado em 10 de fevereiro. Essa sequência de dados influi na política econômica do país, que busca uma inflação controlada em torno de 3%, com uma margem tolerável de 1,5 ponto percentual.






