Os setores mais afetados foram os de insumos agropecuários, metalmecânico, pneumáticos e borrachas, têxteis e vestuário, madeira, cimento e vidro. Todos esses setores registraram quedas significativas em suas vendas, refletindo o impacto das enchentes e enxurradas.
Apesar disso, o governo do RS ressaltou que todos os setores já apresentam sinais de recuperação após o auge da crise meteorológica. O relatório também destacou as regiões mais atingidas, com a Fronteira Noroeste, Alto do Jacuí, Vale do Rio dos Sinos, Vale do Taquari e Vale do Caí registrando as maiores baixas nas vendas da indústria.
A arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no RS em maio foi R$ 640 milhões menor do que o projetado no início do ano. A maioria dos estabelecimentos contribuintes do ICMS no estado está situada em municípios em situação de calamidade pública ou emergência, sendo que cerca de 16% deles, responsáveis por 27% da arrecadação, estão em áreas atingidas pelas enchentes.
O impacto dessa tragédia climática na economia nacional ainda não foi totalmente mensurado, segundo o IBGE. O crescimento de 2,5% do PIB brasileiro no primeiro trimestre deste ano não reflete o impacto das chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul, e somente novas pesquisas poderão revelar o real impacto.
Em 2023, o estado foi o quinto mais rico do Brasil, com um PIB de R$ 640,299 bilhões, representando 5,9% do PIB nacional. A recuperação econômica e a reconstrução das áreas afetadas pelas enchentes serão fundamentais para a retomada do crescimento no Rio Grande do Sul.
