A pesquisa aponta que, entre os MEIs inscritos no CadÚnico, cerca de 2,6 milhões optaram por abrir um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) após a adesão ao programa. Os outros 1,9 milhões já tinham suas empresas formalizadas antes de se registrarem no CadÚnico. Essa informação destaca como as políticas sociais atuam como catalisadores para a busca de autonomia financeira dos cidadãos.
Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, sublinha que as iniciativas públicas fomentam o empreendedorismo no país. “No último ano, observamos uma série de indicadores positivos. O Brasil tem um potencial produtivo vasto, e os pequenos negócios desempenham um papel central nessas dinâmicas. A inclusão social, de renda e a geração de empregos estão diretamente ligadas ao fortalecimento do empreendedorismo”, afirma.
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, destaca que a inclusão no CadÚnico oferece mais do que proteção às famílias, mas também abre portas para oportunidades de qualificação, crédito e inclusão produtiva. “Os dados revelam que a política social não é um fim em si, mas o início de um processo que permite a milhões de brasileiros empreenderem, gerarem renda e alcançarem um futuro mais digno”, diz o ministro.
Em termos demográficos, a maioria dos MEIs inscritos no CadÚnico são mulheres (55,3%) e não brancos (64%). A maioria pertence a famílias com três ou mais integrantes (51,3%) e detém, pelo menos, o Ensino Médio completo (51%). A faixa etária mais predominante se concentra entre 30 e 49 anos (53%).
O setor de serviços lidera entre as áreas de atuação dos MEIs, representando 54% do total, devido ao baixo investimento inicial exigido. O comércio ocupa a segunda posição, com 26%, seguido da indústria, que corresponde a 10%. Os defensores dessas iniciativas ressaltam que a geração de emprego e renda, aliada ao estímulo ao empreendedorismo, pode ser um caminho eficaz para a superação da pobreza. Como evidência, citam que mais de 2 milhões de famílias deixaram de depender do Programa Bolsa Família em 2025, 1,3 milhão delas devido ao aumento da renda familiar e outras 726 mil completaram o tempo de proteção previsto.




