Entre os principais fatores que contribuíram para esse aumento está o crescimento da economia e do emprego formal. Esse cenário gerou uma elevação na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), que subiu 0,23 ponto percentual em relação ao PIB, além de uma arrecadação maior na Previdência Social, que avançou 0,12 ponto percentual.
Além disso, o governo implementou uma ampliação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que elevou a estimativa da carga tributária em 0,1 ponto percentual. Apesar de ter enfrentado resistência no Congresso, algumas das alterações no IOF foram mantidas pelo Supremo Tribunal Federal, destacando a complexidade do cenário legislativo em torno da tributação.
É importante observar que, embora a arrecadação nominal dos impostos sobre bens e serviços tenha crescido, sua participação relativa no PIB apresentou uma queda de 0,02 ponto percentual. No nível estadual, a arrecadação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), crucial para os recursos dos estados, também registrou uma queda, de 0,09 ponto percentual, possivelmente devido à natureza do crescimento econômico, que ocorreu em setores que não são majoritariamente tributados pelo ICMS.
Em contrapartida, a receita do Imposto sobre Serviços (ISS) nos municípios aumentou, refletindo um crescimento de 2,9% no setor de serviços em 2025.
Quando analisamos a carga tributária pelos diferentes níveis de governo, a esfera federal apresentou um aumento de 0,26 ponto percentual, enquanto os estados viram sua participação recuar em 0,1 ponto. Embora a arrecadação municipal tenha crescido, a soma dos impostos sobre bens e serviços caiu, enquanto os impostos sobre renda e propriedade mostraram um leve aumento.
Esses dados evidenciam um cenário econômico em transformação, com desafios e oportunidades para a administração fiscal no Brasil, refletindo as dinâmicas do mercado de trabalho e da arrecadação tributária. A divulgação oficial da carga tributária ocorrerá mais adiante, mas essas prévias são essenciais para preparar a prestação de contas do governo e fornecer uma visão antecipada dos impactos fiscais sobre a economia.






