Essa receita é a mais alta desde que a entidade começou a compilar registros em 1990, e as exportações brasileiras se destinaram a 121 países ao redor do mundo. O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, creditou esse recorde principalmente ao aumento dos preços do café em 2025 e aos contínuos investimentos do setor em qualidade. Ferreira destacou que os cafeicultores brasileiros, bem organizados e comprometidos, têm aplicado recursos em tecnologia e inovação, o que elevou a qualidade do café nacional e, consequentemente, o seu valor. Ele observou que o Brasil se destaca como a única origem cafeeira que consegue atender a mais de 120 países, respondendo por mais de um terço do mercado global.
Por outro lado, a queda no volume de exportações já era prevista devido a fatores climáticos e ao recorde de embarques de 2024, que reduziram os estoques disponíveis. Ferreira explicou que a combinação de uma safra impactada pelo clima e a diminuição do volume armazenado no Brasil resultou na limitação da oferta do produto.
As tarifas elevadas, que chegaram a 50% impostas pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro, também desempenharam um papel significativo. De acordo com Ferreira, entre agosto e novembro, período em que essas tarifas estiveram em vigor, as exportações para os EUA despencaram em impressionantes 55%, evidenciando o impacto negativo dessas taxas.
Na análise dos principais destinos, a Alemanha se destacou como o maior importador brasileiro, adquirindo 5,4 milhões de sacas, embora esse número represente uma queda de 28,8% em relação a 2024. Em contrapartida, os Estados Unidos, tradicionalmente líderes nesse setor, caíram para a segunda posição, importando 5,3 milhões de sacas, uma queda de 33,9%.
Em termos de variedade, o café arábica foi, sem dúvida, o mais exportado, totalizando 32,3 milhões de sacas, ou 80,7% do total. O café conilon e robusta seguiu, com 3,9 milhões de sacas, enquanto o café solúvel e o torrado representaram volumes menores, de 3,6 milhões e 58.474 sacas, respectivamente.






